As parafilias são práticas sexuais estranhas a nossa cultura e aos
padrões de conduta sexual impostos pela sociedade. Em algumas culturas certas
práticas ou comportamentos sexuais considerados normais, são considerados
anormais em outras. Estranho, feio, repugnante, bizarro ou simplesmente algo
fora do normal, são expressões e palavras utilizadas para designar várias
práticas sexuais que visam o alcance do prazer e do orgasmo de maneira que vão
muito além do simples ato de introduzir um pênis na vagina. Essa coisa de
normal ou anormal é muito relativo, depende do ângulo sob o qual o conceito de
normal e anormal é observado. Segundo pesquisas realizadas em várias
sociedades, constatou-se que muitos casais quando estão na intimidade do quarto
de casal ou em outro ambiente semelhante, cometem o ato de transgredir os
padrões sexuais convencionais determinados pelo seu grupo social.
Se usarmos o critério de que uma relação sexual normal é um homem com uma
mulher e de que o ato sexual normal consista na introdução do pênis na vagina,
toda e qualquer outra forma de se relacionar é considerada anormal, por
exemplo: a relação homossexual, o sexo oral, o sexo anal, o exibicionismo, o
voyeurismo, o sadomasoquismo, o fetiche, e outras. Essas formas consideradas
anormais são praticadas por muitas pessoas na intimidade dos seus
relacionamentos sem nenhum constrangimento, isso porque, elas fazem parte de
nós, estão nas fantasias sexuais de muitas pessoas até um determinado grau.
Portanto, essas práticas sexuais que vão além da penetração da vagina com o
pênis são aceitas ou toleradas como atos sexuais normais até um certo grau de
tolerância.
No passado essas formas diferentes de relacionamento sexual eram
designadas como perversão sexual ou desvio sexual. Atualmente esses termos não
são mais utilizados, pois os estudiosos da área da sexologia concluíram que não
se deve estigmatizar ou rotular esses comportamentos, pois ambos os termos
implicam um padrão absoluto do qual o indivíduo se desviou. Atualmente, a
medicina cientifica constatou que esse padrão absoluto não existe. Esse fato
levou os cientistas a colocar em desuso esses termos e mudar as palavras
perversão e desvio para uma palavra considerada neutra, A PARAFILIA. A
preocupação entre os cientistas na atualidade, principalmente entre os adeptos
da corrente humanista, é discutir a sexualidade humana da forma menos
preconceituosa possível, avaliando cada comportamento sexual diferente em si
mesmo, e não em conformidade com os preconceitos existentes na sociedade.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA: SUPLICY, Marta: Conversando sobre
sexo. Petrópolis,RJ: Editora Vozes, 1984 - Edição da autora, 10a. edição.
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